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MUNDO COVID19

O bom e o ruim da ômicron

Sim, estamos na 3º onda.

11/01/2022 12h33 Atualizada há 2 semanas
Por: REDAÇÃO Fonte: GN NEWS | The intercept
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

A variante ômicron dominou o mundo e isso é uma péssima e uma ótima notícia. Eu não sou infectologista, vocês podem imaginar. Fiquem tranquilos, as informações abaixo foram tiradas de dois excelentes podcasts que ouvi na madrugada de ontem: o da revista Slate e o do jornal The New York Times (ambos em inglês). Abaixo, de modo bastante objetivo, está tudo o que eles trouxeram sobre a nova mutação da covid-19 (com referências extra).

 

É, a ômicron já dominou o planeta e o Brasil (eu sei que às vezes parece que o Brasil de Bolsonaro é de outro planeta…). Por aqui, 6 em cada 10 infectados pegaram a variante. O restante foi contaminado pela delta, a bambambã até poucas semanas atrás.

 

Então, sim: estamos vivendo uma terceira onda no Brasil, e talvez ela seja a pior de todas em número de contaminados. Essa onda ainda não aparece na imprensa porque o Ministério da Saúde resolveu sofrer um ataque hacker (????) que causou um apagão de dados. Mesmo assim, a média móvel aumentou 639%. 

 

Essa terceira onda chega em um momento em que nosso psicológico já foi pro espaço – estávamos contando com o fim aparente da fase aguda da pandemia para reatar os laços sociais e a vida lá fora. Portanto, essa é a péssima notícia. A vida normal vai ter que esperar.

 

Os sintomas da ômicron aparecem, em geral, no terceiro dia de contaminação. Os da delta apareciam no quinto dia. A nova variante, a princípio, também desaparece mais cedo.

 

A ômicron pode ser um dos vírus de mais rápida propagação da história. Uma fonte ouvida pelo El País fez um cálculo comparando a nova variante com o vírus do sarampo, um dos mais contagiosos do planeta. A conclusão: num cenário de ausência de vacinação, um caso de sarampo daria origem a outros 15 casos em apenas 12 dias. Já um caso de ômicron daria origem a 216 casos no mesmo período.

 

Mas isso pode ser bom…

 

Porque a ômicron é menos agressiva que a delta, seus efeitos são mais brandos e, sobretudo, ela tende e não atacar com violência os pulmões, se concentrando muito mais no nariz. A possibilidade de parar em uma UTI e ser entubado cai muito, assim como a de morrer pela doença.

E o melhor de tudo: a ômicron parece proteger contra a delta, o que significa que a nova variante vai engolir a antiga e virar o vírus dominante no mundo. Muitos cientistas têm esperança de que o fim da pandemia aconteça por isso + vacinação.

Por fim: as vacinas estão segurando a onda. Com duas doses da Pfizer, a chance de você parar em um hospital são reduzidas entre 60% e 70%. Com três doses é partir pro abraço (de máscara!).

Cuidem-se.

Leandro Demori
Editor-Executivo 

 

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